Wednesday, February 28, 2007

mosquitos, sol e campainha

Vi camelos morrendo no deserto. Um casco pesado sobre aquela minha velha mágoa, que fica logo ali do lado direito, no lugar do fígado. Senti o cheiro do pêlo espesso colado ao meu rosto: náusea. Senti a boca seca, a língua áspera: sede. O bicho me sufocava.
É passado que ainda me espreita! Passado que ainda me aperta as vísceras! Passado que vem montado à camelo em pesadelos coléricos! Passado que rumina bile amarga, que escarra fel, que vomita mariposas!
Ei, devolve isso aí... é meu... par de asas atadas. E deixa o sabre de prata no meu peito aberto. É consolo.

Monday, February 26, 2007

"I'll find some way of connection
hiding my intention
then I'll move up close to you
I'll use you and I'll confuse you
and then I'll lose you
still you won't suspect me"

Ladytron - The Venus in Furs
(Velvet Goldmine Soundtrack)

Sunday, February 25, 2007

Uma lágrima contida que evaporou no canto do olho - mais cansaço que tristeza.

Wednesday, February 21, 2007

São Francisco do Sul

Chuva, ressaca e dor de cotovelo. (parte ruim)
Vento bagunçando o cabelo, passeios solitários, momentos apaixonantes, cigarrinhos na praia, ataques de riso com a Aline, o morro de madrugada, um piercing na língua, um banho de mar, uma bandinha pop rock fuga do pagode e axé e afins, uma saudade e uma vontade de saber se. (parte boa)

Pensando melhor, a chuva não foi assim tão ruim. Trouxe pra mim quem eu queria numa das melhores noites lá. É, a chuva passa pra categoria 'parte boa'. Mas a ressaca e a dor de cotovelo definitivamente ficam na 'parte ruim'. Me deixaram deveras jururu.

Friday, February 16, 2007

Meus filhos e filhas em múltiplos de sete me dirão!
Um novo verso para uma nova música, o que há?
Sem mais céu do seu temporal! Amanhã acordo, ressaca certa, mala a fazer... e o resto... conto depois!
Bom carnaval a todos.

Sunday, February 11, 2007

Curitiba, me perdoe. Iemanjá, façamos as pazes.
Sugiram-me leituras para praia, sim?

Thursday, February 08, 2007

O carnaval...

... essa celebração cristã, extravagante e lasciva, de orgias fabulosas, de pessoas possuídas, legiões carregadas em bloco pela música ruim. Uma palavra bonita: azáfama. Queria que o carnaval tivesse para mim esse encanto. Não tem.
O carnaval do ano passado:
Curitiba, que cidade pouco carnavalesca, um sonho! Marquei de encontrar o Wagner na Vicente Machado, na pani (ou Durva). Vejo o Wagner uma ou duas vezes por ano - quando duas, uma delas é acidental. O Wagner furou. Mas o bolo dele rendeu. O Durva não abriu, e enquanto esperava o meu caríssimo amigo sentada na escadaria, notei que uma menina também esperava alguém a poucos metros de mim. Filei um cigarro - que cara de pau! - e comecei a conversar com ela. O bar do estilista ali da esquina abriu e fomos até lá. Outras amigas dela chegaram, e tomamos uma dúzia de cervejas. Teve até confete - carnaval, lembra? Na seqüência, James. Arrumei um amigo gay que me pagou drinks e até me convenceu a dançar. E, já cansada, arrumei uma carona que rendeu duas horas de conversa agradável aqui perto de casa (das 3:33 às 5:33 da manhã). A noite dos estranhos! Nunca tinha interagido assim com tantas pessoas que não conhecia! O que será esse ano, Wagner?!
Ah, o carnaval, que grande lástima... Curitiba, estarei aqui.

Sunday, February 04, 2007

deixa que isso passa! espera só amanhã! fevereiro quer sim ser como janeiro! só preciso dormir...

Saturday, February 03, 2007

cansei do amor e abomino qualquer jura
tanto bate água mole em pedra dura
que mais vale um na mão que dois na amargura!

Friday, February 02, 2007

malefícios do namoro

Primeiro mês...
Gosto do jeito que ele me beija no meio de uma frase minha. É como se não pudesse esperar. Sinto-me irresistível.
Depois de um ano...
Ele me escuta com atenção, sinto-me admirada.
Depois de dois anos...
Às vezes acho que ele me beija pra eu calar a boca.
Depois de três anos...
Beijo? muito de vez em quando... só quando vamos fazer sexo mesmo...
Depois de quatro anos...
Sexo?
O quinto ano...
o fim do fim do fim... e a sensação inevitável de cinco anos perdidos...