mosquitos, sol e campainha
Vi camelos morrendo no deserto. Um casco pesado sobre aquela minha velha mágoa, que fica logo ali do lado direito, no lugar do fígado. Senti o cheiro do pêlo espesso colado ao meu rosto: náusea. Senti a boca seca, a língua áspera: sede. O bicho me sufocava.
É passado que ainda me espreita! Passado que ainda me aperta as vísceras! Passado que vem montado à camelo em pesadelos coléricos! Passado que rumina bile amarga, que escarra fel, que vomita mariposas!
Ei, devolve isso aí... é meu... par de asas atadas. E deixa o sabre de prata no meu peito aberto. É consolo.

6 Comments:
tem amor q soh cabe no estomago mesmo... na azia do dia seguinte
o dia q teu passado parar de te assombrar, dê uma tiro na cabeca se vc n lembrar quem vc eh
pois é, anônimo.. digo e repito: não tenho coração, tenho estômago!
"Que a cada um seja dado o que deseja!" (disse o universo)
:D
"Por quê a vida é tão dura?"
(sempre interrogam os mortais)
:´(
;)
beijos, lobo da estepe!
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Anônimos são feios demais!
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