Wednesday, February 28, 2007

mosquitos, sol e campainha

Vi camelos morrendo no deserto. Um casco pesado sobre aquela minha velha mágoa, que fica logo ali do lado direito, no lugar do fígado. Senti o cheiro do pêlo espesso colado ao meu rosto: náusea. Senti a boca seca, a língua áspera: sede. O bicho me sufocava.
É passado que ainda me espreita! Passado que ainda me aperta as vísceras! Passado que vem montado à camelo em pesadelos coléricos! Passado que rumina bile amarga, que escarra fel, que vomita mariposas!
Ei, devolve isso aí... é meu... par de asas atadas. E deixa o sabre de prata no meu peito aberto. É consolo.

6 Comments:

Anonymous Anonymous said...

tem amor q soh cabe no estomago mesmo... na azia do dia seguinte

o dia q teu passado parar de te assombrar, dê uma tiro na cabeca se vc n lembrar quem vc eh

8:52 PM  
Blogger PL said...

pois é, anônimo.. digo e repito: não tenho coração, tenho estômago!

12:09 PM  
Anonymous Anonymous said...

"Que a cada um seja dado o que deseja!" (disse o universo)
:D

"Por quê a vida é tão dura?"
(sempre interrogam os mortais)
:´(

6:32 AM  
Blogger PL said...

;)
beijos, lobo da estepe!

4:25 PM  
Blogger Só para raros said...

This comment has been removed by the author.

6:29 PM  
Blogger Só para raros said...

Anônimos são feios demais!

6:30 PM  

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