novembro de novo
Quero te ver livre de tuas máscaras, da membrana opaca que te cobre os olhos, quero ver além das bandeiras que empunhas e das caras dos que te têm apreço. Quero não me perder na tua juba sem aparas, nas tuas palavras que não me dizem muito, no vermelho apaixonado da tua roupa ou nas bebedeiras de fim de madrugada.
Quero só, de longe, te desnudar ouvindo um dos teus solos.

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